Autossabotagem

Como nos autossabotamos?  

Nós nos automatizamos. Quando trocamos a marcha do carro pensamos: “Agora está na hora de pisar na embreagem e trocar de segunda para terceira”? Não, nós simplesmente trocamos. Porque? Porque aprendemos a automatizar comportamentos. O problema é quando automatizamos comportamentos que nos prejudicam, por exemplo quando explodimos e depois vemos que estamos prejudicando nossos relacionamentos. “Mas eu não consigo parar de explodir. Porque faço isso?”



As pessoas que se sabotam costumam ter um grande repertório de argumentos para não realizarem mudanças em sua vida.

Ganho secundário: É mais fácil não mudar.
Suporte do grupo social: As pessoas não gostariam que eu mudasse.
Contradições de valor: Seria errado mudar.
Consistência interna: O antigo comportamento está associado a tantas coisas que custa muito mudar.
Defesa: Seria perigoso mudar.
Competitividade: Não aceito que ninguém me diga o que fazer.
Dependência: Se mudar não precisarei mais de você.
Cura mágica: Não deveria ser tão trabalhoso mudar.
Motivação: Posso ser feliz como sou.
Negação: Entendo perfeitamente o que você diz (Não entende) ou Nunca vou conseguir entender o que você diz (Entende sim).
Comportamento de sabotagem:  Não faz nada. Discute contra qualquer principio. Procura terapeuta apenas na crise.







Marisa de Abreu Alves Psicóloga - CRP 06/29493-5


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Tomo remédio ou faço Psicoterapia?

O grande mérito dos medicamentos psiquiátricos foi a possibilidade de ajuda às pessoas comprometidas em suas vidas devido às deficiências químicas. 



Mas, pela minha forma particular de ver,  não podemos classificar todo sofrimento emocional e psicológico como deficiência química.


Também acredito que pode ser útil pensarmos que ao reduzir sintomas através de medicamentos estamos aprendendo novas formas, mais eficientes, de lidar com as dificuldades da vida.


Também percebi que nossa química cerebral pode ser uma via de mão dupla, ou seja da mesma forma que ingerir medicamentos pode ajudar em equilibrar sensações negativas e desenvolver pensamentos melhores,  desenvolver pensamentos mais adaptados  também modificaria a química cerebral.  Digo isto pois sabemos que uma pessoa que treina uma ação, por exemplo um pianista ou um esportista, tem seu cerebro alterado. Fonte: A Educação muda o cerebro


Marisa de Abreu Alves Psicóloga - CRP 06/29493-5


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Ansiedade desde a hora que acorda

TAG - Transtorno de ansiedade Generalizada é um transtorno  que caracteriza-se por preocupação excessiva, desproporcional ou sem motivo. A ansiedade pode acompanhar sintomas físicos causado prejuízos gerais, podendo abranger até mesmo as relações de trabalho e familiares além de acentuado sofrimento psíquico.

A ansiedade generalizada tem como característica tanto o tempo prolongado como a abrangência em diversas areas da vida deste portador.

Esta pessoa pode até mesmo acreditar que este seria seu estado "normal" pois a permanência da ansiedade pode confundir com as características desta pessoa. 

Como o estado de ansiedade perturba a visão que a pessoa tem a respeito de si mesma e a respeito do que acontece no ambiente é necessário que esse diagnóstico seja feito por um psicólogo.


Marisa de Abreu Alves Psicóloga - CRP 06/29493-5


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Psicoterapia e suas opções

Há muitas opções em psicologia:



Psicanálise 

A psicanálise surgiu na década de 1890, com Sigmund Freud. O psicanalista tanto pode ser um psicólogo, um psiquiatra como outra pessoa que tenha realizado o curso de psicanálise.


Terapia Cognitiva Comportamental

Através de pesquisas (Aaron T. Beck – 1961,1963 e Beck - 1976,1979) houve a constatação de que as experiências pessoais nos levam a formar pressupostos sobre nós mesmos e sobre o mundo.


Terapia Corporal

Psicoterapia corporal é uma terapia orientada para o corpo. Dentre as modalidades há a análise bioenergética, etc.

Psicodrama

Psicodrama pode ser definido como uma via de investigação da alma humana mediante a ação (definição obtida da Febrap - Federação Brasileira de Psicodrama)


Psicólogo

Formado em psicologia. Registrado em seu conselho de classe CRP - Conselho regional de psicologia. Freqüentou curso superior de psicologia.
O psicólogo pode ser especialista em clinica (saúde mental), organizacional (departamento de RH), escolar, etc.
Dentro da área clinica o psicólogo pode se especializar em linhas técnicas e teóricas, como por exemplo: psicanálise, corporal, terapia cognitiva comportamental, existencial, etc.
A linha teórica fornece base profissional para atendimentos aos mais diversos quadros clínicos como depressão, TOC, síndrome do pânico, etc.

Psiquiatra

Formado em medicina, registrado em seu conselho de classe CRM –Conselho Regional de Medicina. Como médico está habilitado a prescrever todo tipo de medicamentos, mas sua especialidade são os medicamentos que controlam comportamentos e sentimentos, como tranqüilizantes, antidepressivos, etc.
Alguns psiquiatras também se tornam terapeutas clínicos e para isso escolhem uma das linhas técnicas e teóricas da psicologia.

Neurologista

Formado em medicina e especialista em sistema nervoso. Muitas doenças neurológicas têm sintomas comportamentais e emocionais, talvez por esse motivo muitas pessoas recorram ao neurologista quando se encontram com distúrbios emocionais, mesmo não sendo o mais indicado. As doenças tratadas pelos neurologistas são:
- Dores de cabeça (cefaléia)
- Epilepsia
- Distúrbio do sono
- Neuropatias
- Doenças vasculares encefálicas
- Doenças neuro-degenerativas
- Neuro-infecções (meningite, por exemplo)
- Etc.


Terapeuta

A palavra terapeuta se refere a todo processo de cura, como por exemplo: fisioterapeuta (trabalha com o corpo), psicoterapeuta (trabalha com a mente), etc.

Psicoterapeuta

Nem todo psicoterapeuta tem formação universitária. Existem muitos cursos que formam pessoas que atendem sob esta denominação. 

Analista

É o modo curto de se referir ao psicanalista. De forma geral, analista é a pessoa que analisa (não necessariamente a mente ou o comportamento humano).

Neuropsicólogo

Estuda as relações entre o cérebro, o comportamento e cognição. 


Marisa de Abreu Alves Psicóloga - CRP 06/29493-5

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Aprenda a falar NÃO


“Não diga sim quando você quer dizer não”.

Acredito que possa haver uma grande satisfação interna quando conseguimos ser coerente com nossos valores. 

Algumas vezes pode parecer mais fácil falar o que imaginamos que o outro quer ouvir, talvez pensemos que com isso não haverá insatisfações por parte desta outra pessoa, ela ficaria feliz e colaboraria com nossa felicidade. Mas será que é isso mesmo que ocorre? 

Na verdade, quando dizemos "sim, quando nossa vontade seria de negar aquele pedido, convite ou o que for, estamos, de certa forma, mentindo tanto para nós mesmos como para a outra pessoa. Estamos passando a informação de que não nos incomodamos em aceitar o que foi proposto quando isso não é verdade, e assim imagino que esta outra pessoa agirá de acordo com o que estamos falando, mas será que ficaremos contentes com isso? Será que não ficaremos torcendo para que a outra pessoa advinhe nossos desejos e faça aquilo que realmente nos faria feliz? Mas aonde nos levaria este ato de deixar que o outro advinhe nossas necessidades e as satisfaça? Num primeiro momento pode parecer algo muito bom, mas para onde vai nosso desenvolvimento como pessoas que precisam interagir continuamente com todos à nossa volta?

Situações nas quais as pessoas se colocam devido à dificuldade em dizer "não":

 - Comprar coisas que não quer porque não consegue falar não para o vendedor. Não consegue provar uma roupa e sair da loja sem comprar nada. Ou então se comprou alguma coisa com defeito, ela “engole” esse defeito e não devolve. 
- E no cinema, sabe aquele chato que fica batendo na sua cadeira ou falando alto, quem não sabe falar não também não é capaz de pedir para que essas pessoas respeitem seu espaço. 
- Amigos que pedem coisas que a pessoa não quer fazer, mas para não perder o amigo, para não se indispor acaba fazendo o que não poderia. 
- No trabalho podem surgir convites do chefe, festas que a pessoa só vai para marcar presença, ele nem percebe que ela esteve lá.
- Etc.

Porque há esta dificuldade? Há uma boa lista de possíbilidades, na realidade cada pessoa terá seu motivo, talvez medo de ser mal compreendido, medo de ser rejeitado, medo de ser criticado, de não agradar, medo de ficar sozinho, ou de magoar os outros, etc.

Creio que o mais importante seria o desejo de mudar, com este passo inicial podemos percorrer caminhos para novos aprendizados.





 Marisa de Abreu Alves Psicóloga - CRP 06/29493-5
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