O que dizer ao terminar o relacionamento


Não acredito que exista uma frase única que possa ser considerada adequada para todas as pessoas em todas as situações, cada caso terá sua necessidade.
Percebo que na maioria das vezes ocorre um diálogo para formalizar o fim do relacionamento. Acredito na importância deste diálogo pois a disposição de se colocar diante do outro e verbalizar já demonstra um certo respeito e boa vontade para com os sentimentos da outra pessoa. 

É possível que haja situações onde a pessoa que decide pelo rompimento também decida por nada dizer, talvez opte por apenas se afastar e deixar o outro perceber que o relacionamento não existe mais. É possível que haja situações nas quais esta seja a decisão adequada,  talvez quando há riscos graves para uma das partes em caso de novo contato, mas acredito que na maioria das vezes uma última conversa poderia ser adequada.

O importante é que, caso seja decidido pela existência de um diálogo, também seja pensado no momento de conversar, local e tempo de duração desta conversa. Acredito que um local inadequado possa passar informação diferente da que se deseja transmitir. 

A decisão pelo momento da conversa pode levar em consideração os sentimentos da outra pessoa de forma a não ser diante de pessoas que possam prejudicar a comunicação nem ser adiado em demasia devido a necessidade de preparação para esta conversa. 

O conteúdo da conversa, ou seja, o que dizer ao terminar o relacionamento, pode levar em conta quais informações deseja transmitir, pode ser interessante avaliar se deseja expressar os sentimentos que participaram da relação ou focar nos sentimentos atuais. É possível que alguns prefiram focar nos aspectos que não estavam sendo satisfatórios enquanto outras pessoas prefiram mencionar suas expectativas de vida que poderiam estar sendo prejudicadas com a continuidade do relacionamento. 

O importante é que o ato da comunicação seja celebrado, pois é disto que falamos quando nos referimos a qualquer conversa, mesmo que esta seja uma última conversa.











Marisa de Abreu Alves Psicóloga - CRP 06/29493-5


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Necessidade em ser o centro das atenções

Ela só quer chamar atenção

Quantas vezes já não ouvimos a frase acima?


Será que há uma condenação implícita nesta frase, é como se chamar atenção fosse algo reprovável e ninguém jamais deveria querer chamar atenção para si?

Creio que a parcimônia  rege o bom senso e pode ser útil pensarmos em equilíbrio para identificarmos quando algo seria desejável ou não. 

Acredito que o grau de inconveniência pode ser definido tanto pelo desconforto causado às pessoas presentes no ambiente daquele que quer chamar atenção como o grau de sofrimento interno desta pessoa, sendo que imagino ser este o parâmetro mais fidedigno. 

Aquele que sofre e se utiliza de mecanismos, como comportamentos histriônicos, para aplacar sua dor pode ser beneficiado quando, e se, submeter-se ao processo de autoconhecimento e identificação da origem desta dor e necessidade em chamar atenção. 

Mas creio também ser interessante aplicar o processo de auto conhecimento para aquele que não suporta que outra pessoa brilhe e se destaque sem que leve a pecha de "querer chamar a atenção". 

Enfim, nada por si só é bom ou ruim, sempre temos que avaliar diversos pontos de vista e o grau de prejuízos que está sendo causado.



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O que é Terapia Cognitiva


A terapia Cognitiva visa corrigir padrões distorcidos de pensamentos e comportamentos. Através de pesquisas (Aaron T. Beck – 1961,1963 e Beck - 1976,1979) houve a constatação de que as experiências pessoais nos levam a formar pressupostos sobre nós mesmos e sobre o mundo. Tais pressupostos compõem nosso sistema de crenças que determinam o sentido que damos às ocorrências de nossa vida atual. Formam-se então os chamados pensamentos automáticos, que invadem a mente da pessoa, em geral associados à emoções desagradáveis. Estes pensamentos interferem nas interpretações de experiências atuais, previsões sobre eventos futuros, ou lembranças de fatos passados.

O que é cognição

Você se sente e leva sua vida conforme as coisas que você acredita. Conforme as cognições, ou seja, as interpretações que você faz sobre cada evento.
Exemplo: Você passa o dia chateado se ao cumprimentar seu chefe ele não lhe respondeu. Você pode ter pensado, ou seja, interpretado cognitivamente que ele não te respondeu por estar bravo contigo, e você começa a pensar que será despedido. A cada vez que você vê seu chefe foge dele para não receber a noticia ruim, foge tanto que seu chefe acaba achando que você esta fugindo do serviço e acaba te demitindo. Até que alguém te conta que seu chefe perdeu as lentes de contato e ficou uns dias sem cumprimentar ninguém porque não enxergava direito.

Na terapia cognitiva comportamental  os pacientes são ensinados a identificar  seus pensamentos, emoções, sentimentos e comportamentos.

Por exemplo: Uma pessoa que não consegue dirigir, apesar de ter vontade, apesar de já ter obtido o CNH, nunca mais a usou. Se ela passou pelas provas é porque ela sabe dirigir. Mas o que a impede de dirigir? Ao analisar os pensamentos automáticos deste caso identificou-se que em algum momento ela considerou que a única forma de receber carinho seria sendo conduzida por outras pessoas. Este pensamento  esteve mais forte do que o desejo de dirigir.
Estes pensamentos não ocorrem com todas as pessoas que tem dificuldades em dirigir. Cada pessoa tem seu conteúdo interno. Cada um tem seu histórica da vida, cada um com suas regras e leis internas.
Identificando os pensamentos automáticos e crenças limitantes podemos então trabalhar e descobrir que outras formas de obter o que esta pessoa precisa.





Marisa de Abreu Alves Psicóloga - CRP 06/29493-5


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Hiperatividade


O termo hiperatividade em psicologia refere-se à atividade motora intensa, por exemplo, a pessoa apresenta-se inquieta, não consegue ficar parada, se está vendo TV parece que fica inventando coisas pra levantar do sofá, se está no cinema fica virando na cadeira de lá pra cá, etc.

A hiperatividade pode tanto ser física como mental. Em crianças pode aparecer mais a física, costumam usar o termo de criança com "bicho carpinteiro". Em adultos essa hiperatividade pode ir sendo controlada ao longo dos anos mas a hiperatividade mental pode continuar. Por exemplo aquela cabeça que não para, fica ruminando o tempo todo. Se alguma coisa deu errado pode pensar na coisa por dias. Se alguém falou um desaforo fica com a coisa na cabeça por muito tempo. Sensação de inquietação o tempo todo, parece que tem alguma coisa pra fazer mas não sabe o que, parece que está esquecendo alguma coisa, mas não sabe o que.

A hiperatividade pode fazer parte do quadro de TDAH, pode ser uma caracteristica de outro quadro ou mesmo fazer parte das características normais desta pessoa. Um psicólogo pode ajudar a avaliar o caso. 


Marisa de Abreu Alves Psicóloga - CRP 06/29493-5


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Culpa

Podemos identificar a sensação de culpa em algumas situações onde surge o sentimento de  estar sendo recriminado por alguém ou por você mesmo. 

A culpa pode estar tanto relacionada a algo que cometemos e que tenha causado danos a alguém,  ou este sentimento pode não ter embasamento em ações negativas reais, mas vinda de percepções imprecisas sobre nosso próprio respeito. 

A forma de administrar a culpa nestas duas situações pode ser bem diferente, creio que a culpa advinda de atitudes prejudiciais pode ser tratada de forma a observar possibilidade de retratação tanto com a pessoa, ou com o que tenha sido prejudicado, como pode-se pensar em formas de compensação indireta. Um exemplo de compensação poderia ser a criação de uma organização para amparar vitimas do alcoolismo quando seu dano foi provocado pelo abuso de bebidas alcoólicas. 

Acredito que o trabalho com a culpa que não esteja fundamentada em reais danos causados pode ser mais complexo, pois determinar a ausência de prejuízos em alguns casos pode ser muito subjetivo. Por exemplo, uma pessoa que sinta culpa por ter perdido o tempo da esposa envolvida num casamento onde ele nunca teve certeza do amor que sentia por ela. Acredito que a subjetividade desta situação envolve tanto a decisão desta mulher em entrar neste casamento até a discussão, um tanto filosófica, quanto a saber quem de fato tem certeza de seus sentimentos. 

Um profissional pode trabalhar o sentimento desta pessoa sem perceber necessidade em identificar reais culpados, mas sim trabalhar o autoconhecimento e crescimento pessoal tendo como fundo esta sensação de culpa que pode estar causando profunda dor.  

Um aspecto que considero até curioso seria a relação das pessoas próximas com o sentimento de culpa do outro. Veja que em algumas situações os amigos podem alimentar a culpa, talvez a pessoa que se sinta culpada, independente de realmente ser culpada de algo, pode convencer os outros fazendo com que outras pessoas passem também a recrimina-la. 

Em outras situações crenças pessoais podem provocar sentimento de culpa indevidos, por exemplo uma vez ouvi uma pessoa  dizendo que a pessoa que sofre de câncer é culpada pela doença pois deve ter causado algum mal a alguém estaria sendo punida. Não acho que a pessoa que disse isto queira que o portador da doença sofra mais ainda, mas vejo que muitas vezes a falta de informação pode causar mais dor do que seria justo. 

Eu acredito na fatalidade, muita coisa acontece simplesmente porque tem que acontecer. Por exemplo o ganhador da loteria não teria nenhum mérito especial, ganhou porque apesar da probabilidade ser pequena, ela existe.


O importante seria cada um saber de seu direito em se conhecer e identificar o que pode fazer de melhor para trabalhar sua dor.



Marisa de Abreu Alves Psicóloga - CRP 06/29493-5


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