Só gostar de pessoas que não gostam de você





Só gostar de pessoas que não gostam de você

Algumas pessoas podem estar  presentes fisicamente, mas emocionalmente não


Dificuldade em receber afeto

Imagina uma criança, ou adolescente, próxima fisicamente a um pai, ou mãe, que não lhe dá ouvidos, não acolhe, mas está alí todo o tempo.
A criança quer mostrar as gracinhas, mas só recebe “cara de paisagem” ou até bronca por querer brincar.
A criança busca aprovação, pergunta se esta bonito, “olha mamãe o que eu faço” 

Quando adulto...

Repetição do velho conhecido, da dinâmica que tinha na infância, vivenciada com pessoas significativa que não davam atenção, reconhecimento, aprovação, enfim amor, por não saberem como demonstrar ou por não ter amor para oferecer.

Quem são as pessoas significativas ?– pais, cuidadores, avós, professores, etc. Os pais podem ser significativos que os outros, porque há expectativa de cuidados, há dependência, necessidade de sobrevivência.


Na idade adulta esta pessoa pode procurar relacionamentos iguais, com pessoas presentes de corpo, mas não de alma. 

“Coincidentemente” só se envolve com pessoas que fazem a mesma coisa. Que não se comprometem. Não ligam de volta, não retribuem atenção, pessoas que até se mantém presentes fisicamente, dá até a impressão de que querem estar por perto, muitas vezes cobram fidelidade e mostram ciúme, mas não são carinhosas e nem mostram que querem um relacionamento sério, um compromisso.





Ser interrompido enquanto fala - Com vídeo




Quando interrompem sua fala

Normalmente quem não se incomoda com isso é porque não tem histórico a este respeito, já superou ou não tem esta sensibilidade.

Família que interrompe criança: 

Cultura pois criança tem que se colocar no seu lugar,
Dificuldade destes adultos em lidarem com as crianças em sua volta sendo que não foram considerados quando criança.
Falta de percepção da importância em criança ser considerada mesmo que os assuntos infantis pareçam desinteressantes para eles.
Em casos extremos pura maldade com as crianças.

Consequências

Sensação de falta de relevancia
De início a criança pode até achar que aquilo é normal e quando crescer será inserida no mundo das conversas sem interrupção, mas quando a auto estima rebaixada estiver instalada é possível a profecia auto realizadora se manifeste.
Sensação de que será interrompido por toda a vida por todas as pessoas
Não conseguir manter uma conversa muito longa, ele mesmo interrompe para não ser interrompido
Sensação de ser desinteressante, mesmo sabendo que possui características interessantes, ou vivencias como cursos, viagens, etc
Necessidade em falar rápido e frases curtas para evitar de ser cortado
Avaliação constante do interesse do outro e com isso perda de espontaneidade
Depressão

O que fazer?

Se conhecer
Identificar seu real valor
Superar através de um olhar terapêutico para as situações que a fizeram se sentir assim










 

Terapia por quanto tempo? - Com vídeo





Psicoterapia por quanto tempo?


Acredito que em todas as profissões o psicólogo seja o que mais ouve esta pergunta.Ex: Medico,  Engenheiro

Esta pergunta talvez ocorra para que a pessoa possa se programar financeiramente ou o seu tempo, ou pela ansiedade em resolver o problema.

Abordagens analíticas costumam trabalhar de forma mais profunda e abrangente. Abordagens comportamentais ou cognitivas comportamentais costumam trabalhar de forma mais foca em metas específicas – quando possível.

Quando o paciente escolhe a técnica. Exemplo: “Dr Eu que que o Sr me opere usando a vídeolaparoscopia, ok?” Ok, mas ele usará se for adequado ao seu caso e necessidade. O mesmo na psicoterapia. Normalmente o psicólogo não fica engessado em uma única técnica tentando encaixar todo paciente nesta mesma técnica, ele usa todo o seu conhecimento para atender e ajudar esta pessoa. 


Terapia breve – focal , metas terapêuticas especificas.

Limite de tempo – alguns psicólogos trabalham com limite de tempo, ou seja, já colocam antecipadamente o tempo total da terapia, mas isso só será possível, ao meu ver, depois de avaliar a possibilidade de tratar um foco, ou poucos, de cada vez. Pois é possível que haja mais de um ponto a ser trabalhado, pontos que influenciam e comprometem a queixa principal, e que se não forem trabalhadas não haverá resultado. Como por exemplo ir ao medico e pedir para tirar uma mancha do rosto, caso se trate de algo superficial ele poderá fazer isso, mas caso seja em decorrência de fatores que impedem a remoção, ou que façam a mancha voltar, não terá como prometer isso ao seu paciente.
Protocolo com número de sessões predeterminadas - Acredito que quando as pessoas dizem que tal terapia tem duração de X sessões se refere ao numero de sessões necessárias para aplicar o protocolo de trabalho. Mas este protocolo será aplicado depois da confirmação do diagnóstico, e ainda tem as variáveis do paciente. Alguns não cumprem a orientação, outros não entendem, outros tem dificuldade, outros apresentam outras queixas no decorrer do caminho, etc.
Perguntar quanto tempo durará a terapia ainda ao telefone na hora do agendamento.

O tempo de terapia pode variar se...

- Se o paciente já identificou o ponto principal do seu problema. Por exemplo, queixa de que todo namorado que arruma a agride. Se já identificou que repete relacionamento com pessoas do seu passado, que a agrediam mas lhe davam identidade, pode estar um passo a frente e necessitar de menos sessões do que a pessoa que ainda não identificou porque se relaciona com pessoas que a agridem (pode ser por outros motivos, cada qual tem o seu)
- Se o paciente quer tanto melhorar como passar pelo processo de tratamento. Ex: pessoa com gripe que quer melhorar mas não quer fazer tomar o remédio. Se o paciente se dispõe as “tarefas” propostas pelo terapeuta.
- Se a pessoa está pronta para deixar para trás problemas que, mesmo causando prejuízos, lhe oferecerá novas formas de ver a vida que são novidades e podem assustar mesmo que sejam mudança positivas.
- Se a pessoa reserva sua agenda para esta finalidade e dá a importância que daria a um compromisso importante.
- Se entende que o psicólogo é uma agente de mudança mas não o único responsável por ela.