Avaliação neuropsicológica

A avaliação neuropsicológica busca investigar quais as funções cognitivas que estão preservadas e as que estão comprometidas. Através do uso de instrumentos (testes, baterias, escalas) padronizados para avaliação das funções cognitivas, o neuropsicólogo irá pesquisar o desempenho de habilidades como atenção, percepção, linguagem, raciocínio, abstração, memória, aprendizagem, processamento da informação, visuoconstrução, afeto, habilidades motoras e executivas.


 Esse diagnóstico tem por objetivo poder coletar os dados clínicos para auxiliar na compreensão da extensão das perdas e explorar os pontos intactos que cada patologia provoca no sistema nervoso central de cada paciente. A partir desta avaliação neuropsicológica é possível estabelecer tipos de intervenção, de reabilitação particular e específica para indivíduos e/ou grupos de pacientes com disfunções adquiridas, genéticas, primariamente neurológicas ou secundariamente a outros distúrbios.






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Transtorno Bipolar


O portador de transtorno bipolar pode ser identificado por alguns aspectos, um dos mais notados podem ser as crises de exageros onde poderá haver períodos nos quais a pessoa passa o dia na cama, não come direito, algumas vezes não cuida de sua higiene pessoal, sem animo para nada. Em outros períodos esta pessoa  pode se transformar, ficar falante, expansiva, sensação de onipotencia, pode até ser agressiva com as pessoas próximas, provocar acidentes de transito, falar grosseiramente com autoridades etc. A autoestima pode subir muito, pular de um assunto para outro de forma muito rápida, etc.

Mas existem outras formas do transtorno bipolar se manifestar onde não ocorrem  estes dois extremos de forma tão marcante. Por isso é importante a avaliação de um profissional. 


Marisa de Abreu Alves Psicóloga - CRP 06/29493-5


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Psicoterapia - Como funciona


Como funciona a terapia?


Recebo muitas pessoas perguntando como funciona a psicoterapia. Como esta é uma pergunta bem ampla tentarei explicar de forma geral para que as principais dúvidas possam ser sanadas.

Normalmente a psicoterapia é realizada em uma certa frequência, pois falamos de um tratamento, daí o termo "terapia". Algumas pessoas perguntam se não poderiam fazer uma só consulta com o psicólogo, sim claro, pode-se realizar quantas consultas sentir necessidade, caso a questão a ser trabalhada seja pontual e não necessite de mais encontros com o psicólogo nada impede de ser encerrada em curto período.

É comum que a frequência seja semanal, mas o psicólogo avalia cada caso e combina jntamento com seu paciente a frequência necessária, podendo passar para quinzenal, mensal, ou até mesmo várias vezes na semana.

Consulta ou sessão? 


São dois termos para a mesma coisa pois referem-se aos encontros realizados com o psicólogo.

Terapia ou psicoterapia?

Novamente são dois termos utilizados com o mesmo sentido quando falamos do atendimento do psicólogo.

Psicólogo, psicoterapeuta ou terapeuta?

Psicólogo é o titulo recebido pela pessoa formada em curso superior de psicologia (faculdade), psicoterapeuta se refere à atividade clinica, ou seja atendimento em consultório ou instituições, com finalidade terapêuticas, ou seja, um psicólogo que atua apenas em recursos humanos não recebe o título de psicoterapeuta. Terapeuta seria um termo usado de forma geral para os profissionais que trabalham com tratamentos.
Enfim, todos os termos podem ser usados para nos referirmos ao psicólogo clinico.

Atendimento particular ou através de convênios?

Os psicólogos deste grupo (deste site) realizam atendimento particular.

Qual o valor da sessão de psicoterapia?

Cada profissional define seu valor e publica na página Valores






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 Marisa de Abreu Alves- CRP 06/29493-5 - Psicóloga

Solidão e Timidez

Uma pessoa muito tímida pode acabar se sentindo muito  sozinha algumas vezes. A timidez pode ser um empecilho para o desenvolvimento de relacionamentos satisfatórios, pois apesar da vontade em estar com pessoas, participar de grupos e conversar espontaneamente o tímido pode ter dificuldade em reduzir a auto-observação que prende seu olhar para si mesmo de forma a não perceber o momento adequado para iniciar conversar. 

Para vencermos a solidão precisamos tanto desenvolver a habilidade em estarmos bem conosco mesmo como a habilidade em estarmos junto com pessoas que possam nos ajudar a crescer com a troca de informações ou apenas fornecer companhia. 

O tímido costuma sentir receio da avaliação que podem estar fazendo a seu respeito, e o medo desta avaliação pode afasta-lo de qualquer possibilidade de ser avaliado e assim de qualquer contato interpessoal. 

Neste momento convido você a pensar junto comigo: será que as pessoas realizam avaliações  sobre quem estiver ao seu redor todo o tempo? E se assim o fazem qual seria o aspecto realmente terrível? Será que em todas avaliações há apenas reprovações, ou haveria a possibilidade de sermos admirados?

Vejo que em pessoas tímidas há mais possibilidade de concluir que as pessoas os avaliam negativamente e que esta avaliação é insuportável, sendo que seria preferível não ter tanto contato ou intimidade com as pessoas a ter que lidar com reprovações. 

Para outras pessoas mesmo que imaginem que estejam sendo admirados, o simples fato de ser visto pode ser insuportável, e para isto evita participar de grupos, fazer comentários, contar suas histórias, etc. 

A solidão pode ser dolorida. Não se será dolorida quando ocorre por desejo próprio  ou quando é bem elaborada e resolvida, mas quando não é desejada e quando falta recursos ou técnicas para sair desta situação poderá ser difícil vivenciar a experiência. 



A psicoterapia pode ser uma opção para quem deseja trabalhar sua capacidade de sair da solidão e vencer a timidez.








Marisa de Abreu Alves Psicóloga - CRP 06/29493-5

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Medo de sair de casa


Existe dois tipos de medo de sair de casa: Agorafobia e insegurança com a própria liberdade. 

 Agorafobia trata do medo de estar fisicamente fora de seu local de conforto. 
A insegurança com a própria liberdade trata do medo de se mudar e viver em outra casa diferente. 

Tratarei dos dois casos separadamente: 


Agorafobia
Quando a pessoa sente medo de estar nas ruas ou sente ansiedade em utilizar transporte publico indica a possibilidade de estar sofrendo de agorafobia.
Agorafobia é um transtorno de ansiedade que aparece nos quadros de síndrome do pânico. É o medo de ao andar nas ruas, passar mal e não ser atendido. Alguns tem medo de sentir algo no coração como uma taquicardia,  falta de ar, outros tem medo de ter ânsia de vômitos,outros tem medo de sentir vontade de ir ao banheiro e não encontrar os recursos necessários. Com a dificuldade de sair sozinho de casa a pessoa precisa de alguém para lhe dar segurança, para estar junto e ajudar caso passe mal. 
O agorafóbico sente ansiedade de estar em locais ou situações em que a saída seja difícil, como por exemplo multidões, ou um mercado muito grande, ou cujo auxilio possa não estar disponível caso ele tenha uma crise de pânico. Muitas vezes esta pessoa nem sabe que está passando por uma crise de pânico, acredita mesmo que está tendo um ataque cardíaco, mas esta suspeita é eliminada quando chega ao pronto socorro e o médico, após avaliação, diz que não tem nada. Ok, não tem nada organicamente, mas os sintomas, o mal estar e o pavor são verdadeiros. Este é o caso clássico onde se deve tratar a cabeça e não o corpo. E eu torço que os médicos finalmente consigam identificar um quadro ansioso de pânico e não tratem como algo menor, ou algo que deve "passar quando descansar".  Isso pode deixar o  agorafóbico mais confuso, ele sente esse mal estar em situações tipicamente tranquilas, fazendo compras no supermercado, andando livremente na rua, assistindo a um show. Pequenos gatilhos acionam, de forma inconsciente, o medo interno. Como não está claro qual é o conflito interno os sintomas são deslocados para o corpo e para as situações fora de casa. 


Porque o medo surge fora de casa? 
Normalmente a pessoa teve um episódio de pânico fora de casa, trata-se de uma sensação muito desagradável, ninguém quer passar por isso novamente. Seu cérebro quer te proteger e dá um comando, sem que você perceba, para evitar qualquer possibilidade de passar por isso novamente, e a forma encontrada é não voltar aos locais onde já teve alguma crise. Quando a pessoa teve a crise em um local específico o medo fica dirigido apenas a este local, como por exemplos pessoas que não conseguem passar por túneis, outros que não se sentem bem dentro de shoppings. Outras pessoas não identificam o local e generalizam, é como se algo dissesse "não saia, você não sabe o que vai encontrar, fique aqui pois aqui você está protegido". 
Algumas pessoas tem um perímetro delimitado onde pode ir sem se sentir mal. Alguns vão até a esquina, outros só ficam no próprio bairro, outros não passam do portão de casa. 


Insegurança com a própria liberdade
O medo de sair de casa por insegurança não tem nada a ver com a agorafobia. Este é o medo de mudar de residência, morar fora da casa dos pais, ou da casa onde sempre viveu. É o medo da liberdade.
A insegurança com a própria liberdade trata do medo de se mudar e viver em outra casa diferente. 
Este medo pode surgir em situações bem diferentes:
- Você vai casar e claro "quem casa quer casa".
- Você vai estudar em outra cidade.
- Você foi transferido em seu trabalho para outra cidade ou país. 
- Você simplesmente percebeu que já está na idade de ter seu próprio canto. 
- Você tem problemas de relacionamento com um dos moradores de sua residencia atual.
- Seu casamento acabou e você terá que sair de casa. 


Todas as situações acima podem causar medo. O que provoca este medo são os pensamentos disfuncionais, algo do tipo "vou morrer de solidão, não terei aquelas pessoas que já conheço e confio, como vou resolver a questão da roupa a ser lavada, comida, mercado, não conheço nenhum vizinho, é terrível ter que recomeçar". 


Vamos contestar estes pensamentos. Será que eles são verdadeiros? Será que você vai morrer de fome, sede frio? Será que nunca mais fará nova amizades? Será que você é um completo incapaz de resolver questões práticas do dia a dia? 


Podemos também identificar todos os pontos positivos desta mudança, como por exemplo, nosso cérebro é alimentado por novidades e, mesmo que assuste um pouco no começo, assim que você se der o direito de desfrutar as novas situações poderá perceber que é muito motivador viver experiências diferentes.


Se não conseguir superar sozinho saiba que sempre terá um profissional com as técnicas adequadas para lhe ajudar.



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