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Alma gêmea no lugar comum: “alguém com quem se conecta
intimamente, alguém que compartilhe a vida que me ame e me deixe ama-la”.
Qual a verdade interna, pois algumas vezes o discurso que
faz, até para si mesmo, é muito diferente do que realmente pensa e quer.
As vezes no fundo a pessoa quer alguém que a (o) divirta,
cuide de você, pague as contas, que seja um pai ou mãe, ou alguém para você
cuidar, dominar, etc.
Confunde alma gêmea (vamos chamar de relacionamento
verdadeiro) com paixão ou atração?
Paixões passam, atração física não compreende intimidade de
pensamentos, ideias e valores.
Confunde relacionamento com mágica
Acha que pode ler todos os pensamentos do outro, que saberá
sempre o que ele sente e pensa, saberá cada ação que ele tomar com antecedência.
O que você faz para encontrar?
Espera que esta pessoa surja e lhe ofereça o melhor dos
mundos. Acredita que bons relacionamentos surgem sem esforço e empenho. Ataca
todas as oportunidades desesperadamente.
Voce realmente enxerga a pessoa como ela é?
Ou suas expectativas embotam sua visão desta pessoa e depois
descobre que ela é outra, ou melhor descobre que ela nunca foi aquilo que você
imaginou porque estava vendo coisas que não existiam.
Ou acaba sendo enganado (a) por pessoas que queriam passar a
imagem que eles viram que vc queria deles.
Voce se coloca da forma como pretende que o relacionamento
seja?
Ou você mesmo veste uma fantasia diferente do que realmente
é só para atrair mas depois percebe que não consegue sustentar por muito tempo.
Voce identificou quais sua crenças internas que podem estar
impedindo o encontro com a alma gêmea?
Talvez você acredite, internamente de forma inconsciente,
que não merece ou que não pode ter um bom relacionamento.
Voce identificou possíveis traumas que o afastam de bons
relacionamentos?
Talvez um fora que levou, uma decepção o faça acreditar que
sempre se repetira
Pássaros criados em gaiolas acreditam que voar é doença -
Alejandro Jodorowsky – formado em psicologia e cineasta
Esta frase nos remete aos esquemas Jeffrey Young
psicólogo Americano
O esquema determina a forma como uma pessoa leva sua vida,
sente, se comporta, se relaciona com as outras pessoas, decisões são tomadas
conforme os esquema que foram introjetados durante a infância e alimentados
pela vida afora.
São aprendidos na infância e confirmados, ou não, durante a
fase adulta.
As situações vividas na infância formam a maneira como a
pessoa pensa, com o que ela vai sofrer e com o que vai ficar feliz.
Da mesma forma que um pássaro criando em gaiola estranha
tanto a possibilidade de voar de forma a acreditar ser algo doentio, pessoas
que tiveram vivencias destrutivas vão acreditar que boa parte da vida saudável
é algo a ser evitado.
Exemplos de “Gaiolas humanas”
“Gaiola”: Família emocionalmente distante
“Doença”: Crença de que suas necessidades não serão
atendidas, não terá empatia, afeto, proteção, aconselhamento e carinho.
........
“Gaiola”: Família inconsistentes em atender as
necessidades. Por exemplo: criança ficou só ou não foi atendida por
períodos longos, divórcio ou morte dos
pais
“Doença”: Crença de
que ao sentir-se ligada a alguém, acabará sendo abandonada. Relacionamentos
próximos terminarão.
..........
“Gaiola”: Foram
abusadas ou tratadas de forma injusta
“Doença”: Crença de
que outros irão tirar vantagem. será magoada, enganada ou desprezadas. Atacar
antes de ser atacado
............
“Gaiola”: O
fizeram se sentir diferentes de todas as outras pessoas
“Doença”: Crença de isolado
no mundo, sente-se diferente das outras
pessoas, ou não faz parte de nenhum grupo.
...............
“Gaiola”: Família
críticos, fizeram sentir como se ele não
merecesse ser amado.
“Doença”: Crença de ser uma farsa, e caso as pessoas se
aproximem irão descobrir. Vergonha.
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“Gaiola”: Experiências que o fizeram sentir-se pouco
atraente.
“Doença”: Crença de ser desinteressante. Se vê como feio,
incapaz ou sem status.
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“Gaiola”: Crianças que são “colocadas para baixo” ou
tratadas como se fossem fracassos na escola e em outras áreas. Família não dão suficiente apoio, disciplina
ou encorajamento.
“Doença”: Crença de ser incapaz de dar-se bem na carreira, escola ou esporte.
Sentem-se estúpido, incapaz e, pouco
talentoso ou ignorante. Nem tenta fazer determinadas coisas por acreditar
que irá fracassar.
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“Gaiola”: Os Família
não encorajam estas crianças a agir de forma independente e a desenvolver
confiança para cuidarem de si próprios.
“Doença”: Crença de ser
incapaz de lidar com responsabilidades. Depende dos outros em
decisões e tarefas.
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“Gaiola”: Família
excessivamente preocupados passam para a criança a ideia de que o
mundo é um lugar perigoso.
“Doença”: Crença na iminência de catástrofe (financeira,
natural ou criminosa). Precauções exageradas.
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“Gaiola”: Família controladores, abusivos ou
superprotetores que desencorajam a criança a desenvolver um senso do “eu
separado”.
“Doença”: Pouco sentido de identidade ou metas. Sentimento
de vazio.
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“Gaiola”: Se
sentiram demasiadamente responsáveis pelo bem-estar de um ou ambos os pais.
“Doença”: Sacrifício
dos próprios desejos em prol de outras pessoas. Sente-se culpado quando atende
a suas necessidades. Sentimento de
auto-estima aumentado por ajudar os outros.
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“Gaiola”: Família
muito controladores.
“Doença”: Crença de que deve submeter-se ao controle dos
outros. Teme que as pessoas fiquem zangadas ou irão rejeita-la. Ignora seus
próprios desejos e sentimentos.
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“Gaiola”: Família
que desencorajam a expressão de sentimentos.
“Doença”: Crença de que deve-se inibir impulsos e emoções,
especialmente raiva, já que pode prejudicar
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“Gaiola”: Família
que nunca estavam satisfeitos. Amor estava condicionado a uma performance do
indivíduo acima da média.
“Doença”: Crença de que nunca será bom o suficiente, sempre deve fazer mais.
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“Gaiola”:
Família que são muito permissivos e não estabelecem limites sobre o que
é socialmente adequado.
“Doença”: Crença de
poder fazer, dizer ou ter tudo que desejar, independente se ferir outras
pessoas. Não se interessa no que o outro precisa e nem percebe o afastamento de
outras pessoas.
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“Gaiola”:
Família que não possuem autocontrole ou não disciplinam adequadamente
seus filhos.
“Doença”: Incapacidade
de tolerar frustrações para atingir um objetivo. Num ponto extremo pode haver
vícios ou crimes governando a vida do indivíduo.
Obsessão e idolatria por outra pessoaAgora psiquiatra no consultório
Dra. Selma Alves deu entrevista a rádio Globo e outras
pessoa me pediram para falar sobre o tema
Selma: Quem idealiza deposita seus sonhos e expectativas no
outro transformando-o em objeto de adoração.
Artistas- Pessoas
que não conhece, as vê ao longe - Pessoas com quem convive como pai, irmão, etc
Idealização – Imagina ser uma pessoa que tem tudo para lhe
oferecer, que lhe completa e atenderá a todas sua necessidades. Imagina que
sejam perfeitos, e com muito a oferecer.
Conteúdo da idealização – Paixão, imagina como namorado
perfeito quando a pessoa nunca deu sinais de querer aproximação, e nem quem
idealiza faz algo para se aproximar, talvez medo inconsciente de receber a
informação de que se trata de algo não correspondido. Ou crença de que o outro
tem todas as respostas as questões mais difíceis da vida, ou que seria o amigo
perfeito, etc.
Artistas – meses de espera
em fila para comprar ingressos
Pessoas com quem convive – idealização da amiga, amigo,
chefe, pais, dependência emocional.
Pessoa que não conhece, ou pouco conhece, mas as vê ao longe
– Idealização.Colegas do trabalho, da
escola, do clube, da balada, etc. Podem ser pessoas que apresentam status
superior, ou personalidade forte, real ou construída.
Idealização x obsessão - A obsessão começa quando prejuízos
estão presentes. Como por exemplo uma pessoa que gosta de limpeza, uma que é
bem caprichosa, uma que exagera e uma obsessiva.
Consequências: Padrões irreais. Não aceitação de pessoas
“normais”, com todas as características e defeitos humanos, vier em fantasia e
perder tempo que poderia ser desfrutado com pessoas reais e possíveis.
Choro de extrema emoção tanto quando não conseguem
aproximar-se como quando se aproxima. Extrema sensibilidade de vido a
transformar esta pessoa em fonte de inspiração de vidae realização, como se fosse um deus, alguém
muito importante, acima de todas as outras pessoas, alguém extremamente
especial e diferenciada.
Fazem tudo para agradar a esta pessoa a quem idolatram, ou o
que pensam que agrada, levam presentes, ficam sempre por perto, fazem muitas
perguntas.
Alguns passam a vida toda vivendo a vida do ídolo. Em função
do que o ídolo gosta.
Como seria um relacionamento com esta pessoa por quem se
esta obcecado? Porque não dá certo? Porque quem idolatra não oferece nada a
esta pessoa, só espera receber atenção, conselhos, carinho, etc.
Incentivo a este comportamento – propagandas, filmes, mídia
ou colegas supervalorizandoalgum
aspecto o qual acredita que este ídolo teria.
Porque: desde a infância a auto estima não foi priorizada e
assim direciona ao ídolo toda a expectativa de vida dele.
Tem cura?Sim, pode
ter através da psicoterapia, trabalhar sua auto estima, sua confiança, pode
entender que é capaz de se realizar independente da presença ou existência
deste ídolo