Pessoas que não conseguem escolher uma profissão. Orientação vocacional - Com vídeo



Pessoas que não conseguem escolher uma profissão – Orientação vocacional.  


 “Eu estudei várias coisas mais nunca estou satisfeita, sempre tenho que estudar outra coisa. Eu não tenho confiança em mim mesma, não tenho segurança, não acredito que tenho capacidade, me acho sempre menor do que os outros em tudo que vou fazer, principalmente na vida profissional.”

A dificuldade em Escolher uma profissão, em alguns casos, pode ter relação com a dificuldade geral de escolher, como por exemplo escolher seu almoço, a roupa, um namorado ou marido, etc. A falta de treino caracterizada pelas poucas oportunidades oferecidas pelos pais e professores em identificar o que agrada pode dificultar o desenvolvimento da capacidade de realizar escolhas.  

Empecilhos comuns na dificuldade da escolha da profissão

Influência da auto estima – não definir por uma profissão que  gosta, por não se sentir merecedora.
Influencia do meio – profissão valorizada socialmente pode ser a mais escolhida.
Influencia da falta de conhecimento das opções.
Gostar de algo na qual não tem habilidades
Gostar de algo que não oferece conforto financeiro. Frustração futura?

A ausência de angustia na escolha quando por exemplo os pais direcionam, seguir a mesmo do pai, dar continuidade ao negocio da família, etc, não significa necessariamente felicidade na profissão.

Critérios que podem estar envolvidos na escolha da profissão

- realização financeira
- algo que tenha a ver com nossa personalidade (trabalhar com público ou fechado numa sala)
- algo que tenha a ver com nossas habilidades (jogador, artista, advogado leitura, )
- algo que a família aprove


O processo de orientação profissional pode consistir em etapas:

1- autoconhecimento – Como definer algo que tenha a ver com sua personalidade se você não sabe como é
2- conhecimento da realidade profissional – Gostar de algo que tenha que morar fora do País, mergulhar, etc
3- apoio à tomada de decisão – Ele existe, se não existir como lidar com ele?
O censo do IBGE de 2002 - 53% das pessoas realizam profissões diferentes daquelas de sua formação. 

Orientação profissional feita por um psicólogo poderá levar em consideração:


Quais valores sua família e o meio e como isso influenciará a escolha - de forma benéfica ou não.
Existem hoje mais de 200 cursos universitários, sem informação pode-se limitar as profissões que já são de seu conhecimento, ou as profissões que já são realizadas por membros de sua família.  A orientação profissional amplia o leque de boas possibilidades





Marisa de Abreu Alves Psicóloga - CRP 06/29493-5

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Aceitação x Comodismo - Com vídeo



Aceitação, resignação ou comodismo?



  Tópicos do vídeo:




Situações que podem ser problema

Amigos que fazem brincadeiras desagradáveis. Emprego sem possibilidade de crescimento. Relacionamento abusivo, agressivo. Familiar que anunciou separação. Medico que cancelou sua consulta.

Resistencia à aceitação

 Devido a falha na compreensão, as pessoas dizem: “não vou aceitar” como se aceitar significasse concordar, não ligar. Aceitar não é gostar. É assumir que as coisas são assim.
Quando temos um problema há três possibilidades de saídas saudáveis e uma doentia
As saudáveis são:
- Cair fora do problema.
- Mudar o problema
- Aprender a conviver com o problema
A saída doentia:
- Manter-se no sofrimento, lamentar, espernear, socar a cara do sujeito ou reclamar com todo mundo até você se tornar também uma pessoa difícil com a qual ninguém quer conviver.

Dicionário define aceitação como:

ação ou efeito de aceitar, concordar, de anuir Ex: " ele aceitou o convite para ir a festa"

ser bem recebido e acolhido. Ex: "o novo produto teve boa aceitação."

aprovar, considerar bom, aprovação. Ex: "houve otima aceitação à nossa ideia"

ato ou efeito de respeitar, de adotar uma doutrina, teoria etc.Ex: "aceitação de princípios religiosos"


Dicionário define Resignação como:

Ação de se submeter ao desejo de uma outra pessoa ou a ação do destino, impotência. Aceitar pacificamente as dores ou sofrimentos da vida.

Comodismo tem mais a ver com preguiça. Acomodação, falta de ambição.

Resignação: Mantem o sofrimento pois ainda há o desejo de que a coisa ocorra de outra forma.
A pessoa que se mantem em um relacionamento ou emprego ruim, mas trava uma batalha continua para que esta pessoa (ou empresa) mude.

Resignação impede o luto – pois a pessoa deseja mudar algo impossível de ser alterado.

Aceitação: Assumimos a realidade sem intenção de muda-la, não há sofrimento, mas ainda podemos sonhar e procurar outros caminhos. Aceita que este relacionamento (ou emprego) não tem mais nada a oferecer. Não tenta mudar a pessoa (ou emprego) mas procura outras opções para sua vida.

Aceitar não é “sobreviver” a algo ruim. Enquanto houver sofrimento e falta de movimento na procura de algo satisfatório o que está ocorrendo é a resignação.

Resignação bloqueia – pois a visão é de não ter mais o que fazer. Aceitação liberta para novas possibilidades.

Aceitação é respeito = pois não deseja mudara pessoa ou situação.  Tem a ver com perdão, onde perdoar não significa que a pessoa passou a não ligar, nem de gostar do que ocorreu, mas de “combinar consigo mesmo” de que não vai mais se prender emocionalmente ao ocorrido.




Marisa de Abreu Alves Psicóloga - CRP 06/29493-5

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Paixão ou amor



amor e paixão
Cena do filme "Entre o Amor e a Paixão" (Foto: Divulgação)

Paixão ou amor?

A diferença pode determinar o futuro do seu relacionamento

Estes sentimentos são bem diferentes - e um deles pode até virar doença

15/01/2017 - por GEIZA MARTINS

Margot (Michelle Williams) é casada com Lou (Seth Rogen), um parceiro maravilhoso, engraçado, alguém que ela ama ter ao lado. Mas é em um estranho, Daniel (Luke Kirby), que ela encontra uma conexão imediata. O triângulo entre Margot, Lou e Daniel é parte do filme “Entre o Amor e a Paixão” (não assistiu? Corre lá! É maravilhoso). Mas bem que poderia ser a vida de qualquer um.
Afinal, que atire a primeira pedra quem nunca se confundiu com sentimentos. Se a bagunça é tão grande para você atualmente que parece não ter solução, calma! Para começar, tenha em mente que amor e paixão são sentimentos bem diferentes: enquanto o amor é estável e sereno, a paixão é uma invasão de sensações turbulentas e arrebatadoras.
“Geralmente uma pessoa apaixonada apresenta euforia, tremor nas mãos, sudorese, palpitação, mudanças de humor, falta de sono e apetite”, afirma a psicóloga Livia Marcella Raineri Braga.

Sinais do corpo


Platão já dizia: “amor é uma doença mental”. E o sentimento, dependendo da intensidade, pode ser mesmo considerada uma disfunção da mente e do organismo. Ou seja, uma doença obsessiva/compulsiva -- bem diferente do amor, um sentimento tranquilo que se origina num processo completamente emocional. Segundo Livia, a paixão é um estado fisiológico em que experimentamos sensações de grande prazer devido a uma intensa atividade cerebral e hormonal.
“Já o amor pode ter muitas formas e não se trata de um processo orgânico, e sim, emocional”, distingue Lívia. Biologicamente falando, não há sinais da existência do amor. Tudo o que está ligado a ele são questões metafísicas ou psicológicas. Por isso há tanta gente, desde sempre, atribuindo propriedades mágicas e imateriais a ele.

Por que a paixão é tão intensa?


A resposta é completamente química. De acordo com a Livia, o cérebro do apaixonado libera grandes quantidades de substâncias como dopamina e adrenalina, que também são produzidas, por exemplo, quando você salta de paraquedas. Ou seja: os sintomas físicos e psíquicos provocados por elas são intensos.
Alguns teóricos afirmam que o efeito de uma paixão é muito semelhante a de quem tem acesso a uma droga, como a cocaína, por exemplo. “Ficamos à flor da pele, totalmente influenciados por este processo. Somos dominados pelo sentimento de encantamento pela pessoa amada e pelo medo de perde-la”, diz.
É neste ponto que fazemos coisas que jamais seríamos capazes de fazer e perdermos um pouco até da nossa personalidade. “O julgamento crítico, o discernimento e a racionalidade são comprometidos, então não enxergamos defeitos em nosso parceiro. O indivíduo perde parcialmente a sua individualidade, pois agora pensa por dois”, explica.


Paixão ou doença?


Insônia, agonia, ansiedade, falta de ar, taquicardia... A paixão causa dependência química e, não à toa, é possível sofrer até crise de abstinência da pessoa por quem se está apaixonada. E também existe quem passe para o próximo estágio e transforme o sentimento em uma patologia: o transtorno obsessivo-compulsivo. 
Livia destacou algumas situações típicas de quem ultrapassou o limite saudável da paixão:
- O indivíduo ou o casal pode se tornar paranoico e começar a negligenciar atividades rotineiras, já que só consegue pensar apenas no amado;
- Busca exercer controle sobre a vida do parceiro;
- Limita seu círculo social e familiar, apresenta pensamentos obsessivos;
- Experimenta sentimento de posse sexual e dependência emocional.
Se você suspeita estar em uma relação obsessiva, precisa buscar atendimento psicoterápico.
Quanto tempo dura uma paixão?
Não há tempo exato, mas estudos científicos mostram que a paixão dura entre 18 e 30 meses, uma média de dois anos.

Paixão pode virar amor?


Sim, e se acontecer, é a consequência mais bacana de ter se apaixonado! Mas ela também pode se tornar ódio, inveja e até amizade. “É um processo sutil e particular, pois depende de muitos fatores presentes em um relacionamento amoroso”, afirma Livia. São eles: companheirismo, cumplicidade, interesses em comum, tolerância, respeito e intimidade.

O amor sempre nasce de uma paixão?


Nem sempre. De acordo com a psicóloga, amar alguém nunca será instantâneo, o amor nasce com o tempo. “Mas acredito que uma parceria amorosa possa nascer de várias formas, não somente através do processo fisiológico da paixão. A personalidade, a maturidade emocional, os interesses e as experiências em comum também contam, além de a maneira de encarar a vida, objetivos e sonhos, educação e cultura”, explica.

O que é necessário para manter um relacionamento longo?


Uma paixão não dura mais que três anos, já o amor é o alimento que nutre casamentos, namoros ou qualquer outro tipo de relação longa. “Livre do turbilhão emocional que é a paixão, o amor pode florescer com calma, permitindo que o indivíduo deseje estar com alguém sem abrir mão de si mesmo, da sua individualidade”, diz. Ou seja, amar é conviver ao lado de alguém sem se anular, com uma parceria correspondida. “Quando existe parceria, admiração, intimidade e respeito entre um casal, os envolvidos passam a querer construir algo mais forte e sólido juntos”, avisa.


Entrevista cedida pela psicóloga:
Lívia Marcella Raineri Braga 
Psicóloga 
CRP 06/112943